Metodologias

No decorrer da minha carreira experimentei diversas técnicas para obter os melhores resultados. Conheça algumas delas nessa página.



Trabalhando em grandes times, ou mesmo em projetos solo, sempre é preciso definir as melhores abordagens para os problemas propostos. Seja um problema de design, experiência, gestão ou estratégia. Quando você não tem um par de metodologias definidas, acaba perdendo muito tempo pensando apenas em por onde começar.

Conheça algumas das técnicas que experimentei, e que adoto como meu “kit básico de sobrevivência”. Claro que cada projeto demanda diferentes abordagens, metodologias e ferramentas. Nessa lista eu contemplo aquilo que é mais comum, e que de uma forma ou de outra, acaba sempre presente.

Produtividade:

Um dos principais desafios de um profissional remoto é manter a produtividade do trabalho mesmo não estando junto ao resto do time, e tendo uma rotina fixa de trabalho. Pra evitar distrações desnecessários, adotei algumas técnicas:

Pomodoro:

Foi a técnica de produtividade que melhor encaixou no meu perfil. É simples e me ajuda de diversas maneiras. Primeiramente, a focar 100% no trabalho nos intervalos pré-estabelecidos. Segundo, contando os ciclos de trabalho, eu tenho automaticamente um log de horas trabalhadas para cada cliente.

https://www.youtube.com/watch?v=cH-z5kmVhzU

Coworking Spaces:

Eu não fundei um espaço de coworking em 2011 por acaso. Pra mim, trabalhar em home office é algo que simplesmente não funciona. É lindo na primeira semana, um inferno no resto do tempo. Por isso sempre procuro trabalhar de espaços de coworking. Você tem uma ótima estrutura, pessoas ao redor para trocar experiências e uma rotina de trabalho em horário comercial. Fora o ambiente inspirador =)

https://vimeo.com/107963002

Desenvolvimento de projeto:

Metodologias ágeis:

Trabalhando com startups você acaba aprendendo sobre alguns conceitos fundamentais nesse mercado. Entregas ágeis é um desses que adoro. Encubar durante um, dois ou seis meses para só então colocar um produto ou melhoria na rua é algo inviável hoje em dia. Pequenas entregas, que resolvam pequenos problemas, e no futuro se alinhem a um grande objetivo é uma metodologia que tento sempre aplicar.

https://www.youtube.com/watch?v=rf8Gi2RLKWQ

Vai lá e Faz:

Cria da Perestroika como sou, o mantra deles acabou fazendo muito mais sentido depois de aprendi sobre metodologias ágeis.

Vai lá e faz pode ser interpretado como a ideia de testar uma melhoria no seu produto de forma rápida e ágil. Talvez funcione, talvez não. Mas em vez de produzir dezenas de pesquisas e estratégias, você obtêm sua resposta em algumas horas ou dias. Resultados reais, de clientes reais. No fim, as horas de trabalho que você perdeu caso não dê certo, serão infinitamente menores que as horas tentando descobrir se vai funcionar ou não.

Para produtos que não foram lançados, é uma metodologia fantástica. Na verdade, é o famoso MVP. Pra produtos já rodando, se feito com responsabilidade, pode ajudar muito a inovação dentro da sua empresa.

Mas Vai lá e faz é mais que isso. Fala sobre correr riscos, sobre planejar menos e produzir mais. Pode te ajudar de diversas formas na vida. Foi assim que criei minha primeira empresa. Foi assim que criei um projeto que atingiu mais de 85 países. Foi assim que inicie outro projeto que está ajudando a moldar todo um mercado.

Abaixo 40min do Felipe Anghinoni (co-founder da Perestroika) falando sobre o assunto. Imperdível.

https://www.youtube.com/watch?v=89E1TKE9s3w

Resolver problemas

A forma que encontrei para produzir os melhores resultados foi partir de um problema. Quando você lida com um cliente que não está acostumado ao processo de UX, é comum que a demanda seja uma tarefa. Por exemplo: Novo layout para o carrinho de compras. Isso é uma tarefa que vai gerar um entregável de UI. No entanto, se a tarefa for: Diminuir a taxa de desistência no carrinho de compras. Isso é uma tarefa totalmente diferente, e pode gerar infinitos entregáveis. Talvez o problema seja o layout, ou talvez seja a redação. Ou quem sabe, o processo de forma em geral. Talvez o usuário tenha chegado no carrinho sem querer, e não pretendia comprar o produto de qualquer forma.

É partindo de um problema real que você irá obter os melhores resultados de qualquer profissional de User Experience.

Análise de métricas:

Você já reparou quantas horas por mês perde em reuniões onde as pessoas discutem se “acham” a opção A melhor que a opção B?

Isso ocorre porque o seu time é provavelmente o pior público para avaliar como o seu produto funciona. Existem muitas variáveis envolvidas. Desde o receio de ir contra a palavra de um colega até preferências pessoais de trabalho. A melhor forma de lidar com essa situação? Capture o maior número de dados relevantes possível – de usuários reais – e deixem que eles resolvam esse problema pra você. Junto com testes A/B e outras técnicas você obtem respostas confiáveis, sem gerar atritos internos ou mesmo a difícil sensação de estar indo pelo caminho errado. Não é infalível, mas a longo prazo, os benefícios são evidentes.

Leia: O meu time inteiro não pode estar errado, ou pode?

Conversar com pessoas:

Pode parecer óbvio, mas quanto tempo você gastou no seu último mês realmente conversando com usuários do seu produto? Talvez você tenha conversado sobre vendas ou suporte com eles. Mas e uma conversa comum, sem compromisso, apenas para entender como ele usa a ferramenta? Se o número for baixo, você realmente deveria repensar isso.

Conversar com usuários reais apenas para obter feedbacks sinceros é uma das mais poderosas técnicas do processo de UX, ou mesmo CX (customer experience). É simples, barato e traz insights completamente honestos de fontes confiáveis. Claro que esse processo deve ser feito com uma metodologia em mente, ou você acaba influenciando a pessoa ou mesmo não obtendo nenhum dado válido.

Porém se feito com periodicidade, pode se tornar uma excelente fonte de informações para guiar o roadmap do seu produto. Pessoas gostam de conversar sobre aqueles produtos que se identificam. E quando parte da própria empresa, faz seus clientes se sentirem valorizados. Já tive experiência de conversar com usuários que estavam prestes a abandonar uma ferramenta, e após entender o motivo e explicar que já estávamos trabalhando nessa melhoria, acabou permanecendo como cliente.

Testes de usabilidade

Bom, depois de tudo que falei acima, fica claro que eu sou um grande defensor de testes de usabilidade com usuários. Desde os testes simples, como protótipos de baixa fidelidade entrevistando seu time  Até os testes mais complexos, com produtos reais e usuários reais.

Testar ipóteses e produtos, avaliar como usuários se comportam, analisar métricas de sucesso e aprender as limitações do sistema é uma metodologia que qualquer time deveria adotar como padrão. Em ciclos de melhorias, ou mesmo em um cronograma contínuo, tem o poder de garantir que o trabalho que está sendo feito está indo pelo caminho correto.

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Esta é uma lista de metodologias básicas. Em um futuro artigo devo abordar as ferramentas e entregáveis de UX que me trazem melhores resultados. Não deixe de assinar minha newsletter para receber dicas de UX e updates sobre meus projetos. Não se preocupe, não costumo mandar mais de 2 e-mails ao mês.

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Icon by José Campos from thenounproject.com